quarta-feira, 28 de agosto de 2013

“Quando se relega a segundo plano a Segurança e Defesa Nacional de um país, abre-se uma janela para os riscos”, alerta Vitor Paulo



Em discurso proferido na tribuna da Câmara, o deputado republicano Vitor Paulo demonstrou preocupação com os dois grandes ajustes orçamentários sofridos pela Defesa Nacional este ano. “O primeiro contingenciou R$ 3,67 bilhões dos R$ 18,71 bilhões iniciais. Agora, no mais recente ajuste, retirou R$ 919 milhões do orçamento total do Ministério da Defesa. Restam apenas R$ 14 bilhões para fazer funcionar a Marinha do Brasil, o Exército e a Força Aérea Brasileira”, criticou.

Na avaliação de Vitor Paulo, um grande território como o brasileiro não pode e nem deve se desguarnecer das forças de vigilância, proteção e inteligência nacionais. “Há mais de 8.500 km2 de área física para administrar, fronteira de mais de 17.600 km com nove países da América do Sul para policiar mais umafronteira marítima de 7.367 quilômetros para resguardar reservas ecológicas, biota e riquezas minerais do subsolo oceânico. No tocante à Força Aérea, dos R$ 5,6 bilhões iniciais dispostos no orçamento do Comando da Aeronáutica, considerando os dois ajustes mencionados, restarão apenas prováveis R$ 3,6 bilhões para operar uma instituição com atribuições vitais no sentido de realizar a Defesa Aérea do país”, ponderou.

O deputado destacou também que um grande país, com imensas riquezas a proteger e repleto de problemas com as suas fronteiras marítima e territorial, não deve inviabilizar as diversas atribuições e missões das Forças Armadas por meio de reduções orçamentárias. “Os recursos, na sua integralidade, já não contemplam as despesas de custeio e investimento necessárias. A redução desses números piora a situação. A sexta economia no cenário internacional exige Defesa compatível, pelo menos para facear as ameaças já conhecidas e outras pouco visíveis”, alerta.


Texto: Mônica Donato
Foto: Beto Oliveira

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